As trapalhadas do inenarrável Cavaco Silva conseguiram, para já, o improvável: de repente tudo o que é comentador em Portugal começou a achar que o Presidente da República é uma figura importante no cenário político do país, que é uma reserva (do que é que lhe chamaram mesmo???) de bom senso, dignidade e rigor político, que faz muita falta um presidente da república seguro, digno, livre...
Só de pensar que muitos diziam, ainda não há muitos anos, que o Presidente da República é uma figura decorativa, dispensável, qual rainha de Inglaterra, pergunto-me onde diabos anda a memória e a coerência desta gente. Não anda pronto, está visto, que o mal não ataca só o cidadão Anibal Cavaco Silva. Credo, estamos bem entregues!
um tempo novo
Sábado, 10 de Março de 2012
Terça-feira, 6 de Março de 2012
porque em Portugal também se faz bem (embora se venda mal)
nos últimos tempos tive que voltar ao assunto dos equipamentos, acessórios e outros quejandos para bebé.
no domínio das cadeiras auto e carros de passeio as pesquisas apontaram-me, invariavelmente, uma marca portuguesa: a BEBECAR . elevados desempenhos em termos de segurança e estabilidade, bons tecidos entre outras razões, acabaram por ditar a escolha.
depois de ter identificado as lojas, que por aqui, vendem BEBECAR, visitei-as. não gostei especialmente do atendimento: pouco esclarecedor, pouca disponibilidade, alguma falta de informação, enfim....o habitual.
uma triste confirmação no meio de tudo isto: um bom produto (nacional) e um marketing muito pouco apelativo, para não dizer mais. mas porquê???
no mundo da puericultura, como noutros, a abordagem ao cliente é tão agressiva que até arrepia. todos os dias tenho no email dezenas de mensagens com promoções, esclarecimentos, campanhas, etc. mas da bebecar ou da trama por exemplo (para falar apenas de duas) nem uma linha. pode ser que o produto seja tão bom que vende por si só. não sei. pode ser que o mercado nacional nem seja o mais interessante(?!).
e que dizer das lojas que vendem? então não é absolutamente obrigatório ter gente bem esclarecida, disponível, impecável no atendimento aos (futuros) pais?
no domínio das cadeiras auto e carros de passeio as pesquisas apontaram-me, invariavelmente, uma marca portuguesa: a BEBECAR . elevados desempenhos em termos de segurança e estabilidade, bons tecidos entre outras razões, acabaram por ditar a escolha.
depois de ter identificado as lojas, que por aqui, vendem BEBECAR, visitei-as. não gostei especialmente do atendimento: pouco esclarecedor, pouca disponibilidade, alguma falta de informação, enfim....o habitual.
uma triste confirmação no meio de tudo isto: um bom produto (nacional) e um marketing muito pouco apelativo, para não dizer mais. mas porquê???
no mundo da puericultura, como noutros, a abordagem ao cliente é tão agressiva que até arrepia. todos os dias tenho no email dezenas de mensagens com promoções, esclarecimentos, campanhas, etc. mas da bebecar ou da trama por exemplo (para falar apenas de duas) nem uma linha. pode ser que o produto seja tão bom que vende por si só. não sei. pode ser que o mercado nacional nem seja o mais interessante(?!).
e que dizer das lojas que vendem? então não é absolutamente obrigatório ter gente bem esclarecida, disponível, impecável no atendimento aos (futuros) pais?
Segunda-feira, 5 de Março de 2012
em jeito de antecipação



alguns bolbos começaram a florir e confirmaram a primavera que, este ano, resolveu instalar-se mais cedo. num ápice chegamos a março, o mês em que faço 38 anos e em que me preparo para os ultimos dois meses desta minha segunda gravidez. a Beatriz chega - se tudo correr bem, no mês das flores, dos perfumes suaves e do tempo ameno (maio).
tudo está bem.
Sábado, 11 de Fevereiro de 2012
as vozes clamam na rua, da ibéria à grécia e, mesmo assim, os lideres aceitam deitar-se mansamente aos pés dos donos, quais cães amestrados, fieis e temerosos. gente sem fibra, sem ponta de orgulho nem de noção do que é defender o seu povo. são gente que merece a raiva e o desprezo dos homens e das mulheres que lutam todos os dias por uma vida melhor. são gente sem cultura, sem dimensão de qualquer espécie que aprenderam uns estrangeirismos e subitamente ganham ares de pregadores de moralidade e bons costumes. gente assim que governa países - como o nosso, sem que nada lhes aconteça. estranhos tempos.
do colector de impostos
estranha-se o comentário do ministro da saude acerca dos dadores de sangue: que uma pessoa que é dadora não deixará de o ser só porque passa a pagar taxas moderadoras. pois claro que nao senhor ministro mas agora experimente fazer o exercício contrário: então uma pessoa abdica do seu tempo para fazer uma dádiva, em nome de mais nada que não seja um profundo sentimento de solidariedade e é tratada desta maneira pelo estado? já para não falar dos desperdícios de que se falou na semana passada...
Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012
de pieguice em pieguice
parece-me que as palavras do 1º ministro estão a ser lidas fora do contexto em que as proferiu mas não há dúvida que serviram para incendiar os ânimos. já li verdadeiros tratados, textos inspirados, outros enraivecidos, indignados, de tudo. mas o tom geral, parece-me é de revolta. outra coisa não seria de esperar nestes dias que atravessamos.
espero que os adjuntos e companhias que Paços Coelho recrutou na blogosfera (os tais que em tempos lhe chamavam ameba e outros mimos) estejam a fazer o trabalhinho de casa e a dar-lhe conta de toda esta raiva e indignação crescente.
mais uma vez elejo a Joana Lopes e o seu entreasbrumasdamemoria onde faz uma compilação do que se foi dizendo acerca deste assunto entre ontem e hoje!
espero que os adjuntos e companhias que Paços Coelho recrutou na blogosfera (os tais que em tempos lhe chamavam ameba e outros mimos) estejam a fazer o trabalhinho de casa e a dar-lhe conta de toda esta raiva e indignação crescente.
mais uma vez elejo a Joana Lopes e o seu entreasbrumasdamemoria onde faz uma compilação do que se foi dizendo acerca deste assunto entre ontem e hoje!
Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2012
encontros e despedidas

o mês mais pequeno do ano reserva-nos sempre momentos de celebração que não deixamos passar. começamos ontem, com o aniversario do Z e, talvez porque era dia de festa, não abri o email. tinha um bocadinho de medo do que poderia encontrar lá. hoje de manhã enchi-me de coragem e fui ver.
a I, uma pequena princesa da idade do meu J deixou-nos. só cinco anos de vida atormentada e eis que mais uma vida se perde para o terrível síndrome de dravet. hoje trago um nó muito grande no peito. parece que o ar vai faltar-me a qualquer momento.
Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012
eu também acho e não acordei especialmente mal disposta
Cavaco é mesquinho, ponto. Vale a pena ler no entreasbrumasdamemoria . E é outras coisas mais, todas elas muito pouco abonatórias para a sua pessoa. Entre elas é concerteza muito pouco conhecedor do país que diz representar e do povo em nome do qual gosta de falar. Só isso justifica a quantidade de chorrilhos que vai professando todas as semanas incluindo o relambório sobre a má sorte da sua reforma. A malta que ganha 4oo euros está farta de ser espoliada e, na impossibilidade de queimar vivo o Catroga&ª, vira-se para Cavaco e acampa-lhe à porta.
Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012
azul&corderosa
as senhoras das lojas olham-me com ar espantado quando lhes pergunto se não há outra cor para meninas além do corderosa.
isto é...pura inspiração
para mal dos meus pecados o único exercício que tenho feito é jardinar qualquer coisita nos dias mais solarengos. sei bem que estes parcos momentos não farão muito por mim na hora h* e por isso mesmo vou começar as caminhadas rapidamente. sem deixar de jardinar...espero!
*leia-se a hora em que a pequena Beatriz decidir nascer!

é melhor nem falar do tempo que se perde sentada à frente do computador, mesmo quando estou só a espreitar blogues de jardinagem.
a primeira imagem é do blogue Gardenbook e retrata um jardim numa zona húmida e temperada: a mistura de espécies, cores e texturas é fabulosa mas muito dificil de reproduzir num clima seco e árido como o nosso. pelo menos na maior parte das estações do ano.
na segunda imagem temos um jardim menos denso mas muito rico em estrutura e também mais duradouro no tempo. é do blogue formandfoliage que tem estado a explorar as possibilidades com coníferas, gramíneas, suculentas e arbustos vários para um jardim menos trabalhoso mas mais possível de executar numa zona como a nossa (alentejo). uma inspiração para mim.
a hora h está prevista para maio, um mês de exuberância no jardim que, provavelmente, não apreciarei na sua plenitude por estar ocupada com outras descobertas!
Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012
Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2012
a encerrar

e eis que a quadra natalícia 2011 chega ao fim. no fim-de-semana arrumaremos o natal e a confusão da cozinha (a arvore está seca, os arranjos idem e as velas queimadas).
fiz hoje um bolo-rei para celebrar o dia e é tão facil que podemos continuar a fazê-lo o ano inteiro se apetecer. pode ser uma maneira de prolongar o espírito da coisa. o pequeno continua a querer ouvir musicas de natal e hoje tolerou a coroa de reis só porque ía no meio da trupe escolar.
Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012
Soares dos Santos esse exemplo de verticalidade
Alguém se lembra do ar de Soares dos Santos e vociferar nos programas da Fátima Campos Ferreira sobre o pouco que se trabalha em Portugal, sobre as suas grandes preocupações com este país e a sua política de marketing magnânima e solidária que apostava sobretudo na compra de produtos nacionais? Pouco depois descobria-se que a Jerónimo Martins era afinal, um dos grandes importadores nacionais. Pois claro.
E agora este homem preocupado dá novo exemplo de como é que os grandes empresários ajudam a ultrapassar a crise e a premiar os seus consumidores! Como, perguntamos nós? Escolhendo não pagar impostos no seu próprio país. Dona da Jerónimo Martins passa totalidade do capital para subsidiária na Holanda
Clap, clap, clap para Soares dos Santos. E se os portugueses não fizessem mais compras no Pingo Doce?
E agora este homem preocupado dá novo exemplo de como é que os grandes empresários ajudam a ultrapassar a crise e a premiar os seus consumidores! Como, perguntamos nós? Escolhendo não pagar impostos no seu próprio país. Dona da Jerónimo Martins passa totalidade do capital para subsidiária na Holanda
Clap, clap, clap para Soares dos Santos. E se os portugueses não fizessem mais compras no Pingo Doce?
um raio de sol
os dois homens da casa sairam: um para a escola e outro para trabalhar. eu fui apanhada por uma grande quebra de tensão que me deu a desculpa perfeita para poder beber um café. ai que saudades do café....
os raios de sol quentinho atravessam a janela do escritório e as tentativas de um passaro para atravessar a janela desviam a minha atenção do computador. afinal são dois, a aproveitar o parapeito soalheiro. dedicam mais umas bicadas ao vidro e depois desaparecem. está visto que preciso de comprar umas casinhas para pássaros e dar as boas vindas a estas criaturinhas que elegeram o nosso jardim.
os raios de sol quentinho atravessam a janela do escritório e as tentativas de um passaro para atravessar a janela desviam a minha atenção do computador. afinal são dois, a aproveitar o parapeito soalheiro. dedicam mais umas bicadas ao vidro e depois desaparecem. está visto que preciso de comprar umas casinhas para pássaros e dar as boas vindas a estas criaturinhas que elegeram o nosso jardim.
Sábado, 31 de Dezembro de 2011
chegados a esta hora
aqui fica, não em jeito de promessa mas de um objectivo a cumprir: 2012 tem que ser um ano extraordinário!
Terça-feira, 27 de Dezembro de 2011
uma boa tradição
pode dizer-se que estamos em plena época de exagero cá por casa, tal foi a quantidade de fritos, chocolates, doces, frutos secos, pratos e pratinhos que se comeu (e continua a comer). diz que tenho desculpa mas não é bem verdade.
falta ainda experimentar uma receita de bolo-rei na maquina do pão - a testar amanhã ou depois e os sonhos de abóbora (uma receita que me deram). hoje li um texto muito interessante sobre este sentimento que nos faz correr no natal e não posso estar mais de acordo: Jingle bells, suckers! no ardeu-padaria. Para mim, pelo menos a caricatura assenta como uma luva.
Penso que foi Guiddens quem escreveu, em tempos, algo sobre a tradição procurando explicar como isto das tradições é muito relativo e que, a maioria, são habitos adquiridos após a revolução industrial. Isto é, habitos de uma sociedade moderna, automatizada, produtora de quantidades e de padrões e, por isso mesmo, estimulando o consumo. Claro que sim. O sociólogo tem toda a razão embora não me faça diferença nenhuma perpetuar uma tradição com poucos anos e até iniciar as minhas próprias tradições.
falta ainda experimentar uma receita de bolo-rei na maquina do pão - a testar amanhã ou depois e os sonhos de abóbora (uma receita que me deram). hoje li um texto muito interessante sobre este sentimento que nos faz correr no natal e não posso estar mais de acordo: Jingle bells, suckers! no ardeu-padaria. Para mim, pelo menos a caricatura assenta como uma luva.
Penso que foi Guiddens quem escreveu, em tempos, algo sobre a tradição procurando explicar como isto das tradições é muito relativo e que, a maioria, são habitos adquiridos após a revolução industrial. Isto é, habitos de uma sociedade moderna, automatizada, produtora de quantidades e de padrões e, por isso mesmo, estimulando o consumo. Claro que sim. O sociólogo tem toda a razão embora não me faça diferença nenhuma perpetuar uma tradição com poucos anos e até iniciar as minhas próprias tradições.
Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011
Bom Natal! Boas Festas

Aqui ficam os meus desejos de uma boa quadra natalícia para todos! Sejam felizes, comam muitos docinhos, bebam alguma coisa boa, e convivam muito com os que amam.
Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2011
quase natal
toda a gente se queixa da falta de espírito natalício este ano: que a coisa não está para grandes festas, que andamos todos desanimados, que é preciso "cortar" nas prendas, etc, etc.
não sinto nada disso. claro que cá em casa sofremos, como toda a gente, os efeitos da crise e racionamos prendas e mais alguns gastos.
mas perder a parte boa desta época do ano só porque não podemos comprar mais coisas???
não sinto nada disso. claro que cá em casa sofremos, como toda a gente, os efeitos da crise e racionamos prendas e mais alguns gastos.
mas perder a parte boa desta época do ano só porque não podemos comprar mais coisas???
a benção da falta de memória
estava a caminho de uma daquelas loja de coisas boas, onde tinha encomendado azevias de grão e de batata doce - sim é tempo do pecado da gula!
mesmo à porta encontrei a minha amiga F acabadinha de sair do infantário com a princesa R e um rol de queixas para desfiar. ora a pequenita decidiu fazer uso da única coisa que controla para chatear os adultos e vai daí voltou a fazer os chichis indisciplinadamente recusando terminantemente despachar o assunto nas horas que lhe destinam para o assunto e, pelo contrario, fazendo-o quando e onde lhe apetece. e pior é que este acto de rebeldia está a deixar toda a gente louca, incluindo a mãe que, no final do dia, é presenteada com duas mudas de roupa para lavar.
quando regressei a casa comentei o assunto com o pai cá de casa e o que obtive como resposta? - "nós tivemos sorte que o pequeno portou-se bem nesta parte do desfralde".
e é aqui que dou graças pelos efeitos da memória selectiva, ou pela ausencia total da dita, que nos permite seguir em frente e esquecer as partes piores. ufa!
assim passo à segunda ronda quaaaaaaaaaaase despreocupada.
mesmo à porta encontrei a minha amiga F acabadinha de sair do infantário com a princesa R e um rol de queixas para desfiar. ora a pequenita decidiu fazer uso da única coisa que controla para chatear os adultos e vai daí voltou a fazer os chichis indisciplinadamente recusando terminantemente despachar o assunto nas horas que lhe destinam para o assunto e, pelo contrario, fazendo-o quando e onde lhe apetece. e pior é que este acto de rebeldia está a deixar toda a gente louca, incluindo a mãe que, no final do dia, é presenteada com duas mudas de roupa para lavar.
quando regressei a casa comentei o assunto com o pai cá de casa e o que obtive como resposta? - "nós tivemos sorte que o pequeno portou-se bem nesta parte do desfralde".
e é aqui que dou graças pelos efeitos da memória selectiva, ou pela ausencia total da dita, que nos permite seguir em frente e esquecer as partes piores. ufa!
assim passo à segunda ronda quaaaaaaaaaaase despreocupada.
Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011
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