quinta-feira, 26 de maio de 2011

percebe-se que estamos mais velhas quando o corpo se recusa a aguentar uma maratona de trabalho pela noite dentro. esta constatação é que custa a serio porque o resto, a colonia de cabelos brancos, as rugas que aparecem, o resto são insignificâncias.

terça-feira, 24 de maio de 2011

outras novas

na horta crescem curgetes, pepinos, tomates, cenouras, espinafres e alfaces. todos os dias rondamos as plantinhas imbuídos de um espírito altamente científico para tentar perceber quanto já cresceram, se mudaram de cor ou se estão com ar de quem tem sede. a verdade é que estamos cheios de esperança que todos estes legumes não morram às nossas mãos por força de alguma carência, algum esquecimento, alguma ida de fim-de-semana ou de férias que nos impeça de vigiar assim tão bem os ditos.

da campanha eleitoral e assim

Hoje, durante a manhã, duas comitivas partidárias interromperam a minha aula. É certo que estamos em plena campanha eleitoral, que este período serve para esclarecer os cidadãos, conhecer programas, debater ideias...ai não, espera, afinal precipitei-me. Este período serve para denegrir todas as outras forças políticas e respectivos lideres, de resto usando a linguagem mais vil e as façanhas mais torpes, já lá dizia o outro. Como é que um político espera ser respeitado se a todo o momento o vemos desrespeitar os outros? A perda de credibilidade começa logo aí.
Este período também costuma servir para dar largas à imaginação, rabiscar uns programas com umas ideias delirantes e estranhas a este realidade que é o pequeno Portugal. O que dá origem a uma cena do tipo daquela que ocorreu há uns anos num congresso do CDS, alguém se lembra? "eu sei que o senhor sabe que eu sei que o senhor sabe"...que está a mentir com toda a desfaçatez, com a maior cara de pau mas eu, cidadão anónimo, também me estou nas tintas e quero é vociferar umas tiradas do género haviam de morrer todos ou isto só já lá vai com armas e deixar tudo o resto que dá muito trabalho.

Voltando a hoje de manhã: nem a comitiva do PSD nem a do PCP se deram ao trabalho de ouvir os alunos, nem os professores, nem ninguém, pronto é melhor dizer já. Chegaram, atordoaram-nos com as musicas pimbalhonas, distribuíram umas canetas que não escrevem, uns papeis com as caruchas e tal e tal e mai nada! ala que se faz tarde.

no meio disto...continuo a engrossar a tal estatística dos indecisos.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

terça-feira, 10 de maio de 2011

tarefas

acabo de ver trabalhos das minhas alunas. pode dizer-se que é uma aventura arriscada quando o sono e o cansaço já comprometem o discernimento e sobretudo o grau de tolerância à asneira.




mais logo quero acordar com o cheiro de pão quente nesta nova casa - que há uma primeira vez para tudo!!! e por isso ainda vou programar a maquina. lá fora o "rato a pilhas" agita-se e ladra.

por baixo da janela do escritório tenho rosas. é verdade, finalmente tenho rosas - as únicas coisas vivas que havia neste terreno invadido por caracóis (desprezo estes bichos nojentos, razão pela qual decidi erradica-los do reino dos vivos, pelo menos na teoria porque no dia-a-dia eles ganham!).
as roseiras precisam de ser mimadas mas já retribuíram os primeiros cuidados.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

voltar



Mudanças feitas, rotinas re-adquiridas, uma infecção respiratoria do pequeno pelo meio e um novo habitante cá em casa, oferta do vizinho: um rato a pilhas, saltitante e barulhento.


terça-feira, 19 de abril de 2011

esvaziar uma casa e encher outra e um processo estranho. não mudamos de vida, nem mesmo de hábitos apenas transportamos tudo para um outro lugar. para e tudo fisicamente extenuante.

quinta-feira, 31 de março de 2011

e não chegará já?

só encontro uma palavra para a sucessão de acontecimentos que varreu portugal nos últimos dias: inacreditável. arrastados para umas eleições que só os partidos desejam, convencidos que estão que podem pontuar à custa da crise, do governo incompetente que nos ajudou a afundar e sabe-se lá mais com o quê. o vazio que se instala, os lideres políticos sem convicção, sem pingo de ideia, sem alma, um presidente da republica que se emaranha num discurso institucionalista, oco, distante de tudo e de todos. se eu fosse militante de um partido - coisa que nunca poderei vir a ser dada a minha natureza, escolheria deixar de o ser. entregaria o meu cartão em sinal de protesto, escreveria um comunicado em letras garrafais para dizer que este partido não me representa. incitaria todos a fazer o mesmo. creio que é uma maneira de dizer aos partidos e aos seus lideres que se atinem, que tomem atenção ao povo, que isto já foi longe de mais. ENTREGUEM OS VOSSOS CARTÕES, FAÇAM ALGUMA COISA! apetece dizer.

segunda-feira, 28 de março de 2011

sexta-feira, 25 de março de 2011

como se dobra um povo

todos os dias ouço alguém dizer que não quer eleições. porque são caras, porque não têm por onde escolher, porque - dizem, não querem ficar pior.
há um certo ar de desalento, uma falta de esperança que se apodera da conversas, uma espécie de medo que tolhe os sorrisos e a piadola habitual.
de um dia para o outro ficou muito claro que não se pode confiar nesta gente que anda lá pelos partidos. que nem um só colocou o interesse do país acima do interesse do seu próprio partido. até os militantes mais fieis andam de orelha murcha.


e a tal da geração "à rasca" o que fará agora, subitamente chamada a escolher os lideres e o destino do país para os próximos anos? deixará de culpar as outras pelas escolhas que os precederam? embarcará nos mesmos esquemas, nas mesmas opções de sempre?
e quem terá a ousadia de dizer "basta"? quem dirá aos partidos e aos lideres e aos poderes que nos representam "- agora somos nós que escolhemos. é tempo de saírem senhores, que nós decidiremos quem nos governará nos próximos tempos."

o que mais nos espera...

raios me partam!, o Paços a explicar ao povito que vai apresentar um projecto para 8 anos! 8 anos disto senhores!


e a sobranceria ainda lhe chega para pedir maioria! arre!

segunda-feira, 21 de março de 2011

celebrar


a primavera que chega e que prenuncia mudanças. que bom!

terça-feira, 15 de março de 2011

15 de Março


Hoje é o Dia Mundial dos Direitos do Consumidor.

Eu acredito que o consumidor esclarecido pode, de facto, mudar muita coisa na nossa sociedade. E mais, estou firmemente convencida que as pequenas acções do dia-a-dia - as tais que não têm a cobertura mediática nem a simpatia dos shares, é que vão romper com este modelo de sociedade, com esta ordem sufocante em que nos deixamos enredar.


A forma como escolhemos gastar o nosso dinheiro (pouco ou muito não interessa), como fazemos valer os nossos direitos, como privilegiamos uma empresa com boas praticas, como lidamos com a publicidade enganosa, tudo isso define a maneira como queremos ser tratados. Não é o consumo em si que interessa mas a maneira como o fazemos.

quinta-feira, 10 de março de 2011

respigar

para encerrar o assunto ali de baixo sobre esta coisa das gerações que no fundo todos devemos a Vicente Jorge Silva e não a Pacheco Pereira (mas até podia ter sido) sobre o qual tanta coisa e tão certeira tem sido escrita. revejo-me nas palavras da Inês, da maepreocupada e da rita só para nomear algumas mulheres sábias e inspiradas que, de certeza, estão na casa dos 30.

terça-feira, 8 de março de 2011

pois se ele existe



podemos começar por reconhecer o "estatuto" de trabalho e de função ao trabalho doméstico, atribuir-lhe um salário e reconhecer-lhe direitos.

já vai sendo tempo.

sexta-feira, 4 de março de 2011

e o rabinho lavado com agua de rosas também???

a minha paciência para este assunto dos jovens licenciados e desempregados esgotou-se hoje de manhã ao ouvir o Júlio Machado Vaz e a Inês Menezes naquele programita da manhã que já tem barbas. os dois muito condoídos, com a conversa habitual sobre os coitadinhos e infelizes que são os jovens portugueses que não têm emprego digno, que não recebem um salário a condizer com os anos de estudo, que adiam a família, a autonomia enfim...a vida e que assim Portugal se tornou num país triste porque já nem sonha.

eu cá acho que vai sendo tempo de ajustar as expectativas: alguém que diga aos meninos que terminam a licenciatura que isso não os habilita para mais nada que não seja ganhar experiência, trabalhar duramente, continuar a aprender e fazer-se à vida. quem é que no seu perfeito juízo acha que um jovem licenciado está apto para assumir responsabilidade por pessoas, por processos, por produtos, lideranças de equipas, ser técnico superior, por e dispor sem que alguém o/a vigie de muito perto?
ora bem, trabalhar em funções que exigem menos qualificação do que aquela que se tem não é nenhum drama. aliás, devia ser obrigatório!
a formação superior digam-lhes, vá lá, é um investimento a médio, longo prazo porque aumenta as probabilidades de chegar mais alto na carreira mas, no curto prazo não é garantia de nada. nem tem que ser pelo amor de deus!
os meninos que levantem os rabinhos das cadeiras e que vão ser caixas de super mercado, administrativos, taxistas, empregados de limpeza. os meninos que aprendam a lidar com pessoas, a resolver problemas, a viver com pouco e, pode ser, pode ser que um dia sejam técnicos, gestores, quem sabe políticos, criteriosos nas suas decisões, atentos, éticos e extremamente responsáveis.
agora-acabem-lá-com-as-lamurias-que--não-há-pachorra!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Há muito que isto não acontecia mas por uma vez concordo com Socrates: portugal tem que resolver os seus assuntos sozinho.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

o INE o IEFP e as suas coisas


ai estes indicadores!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

todos para a monda já!

e por falar na Fátima Campos Ferreira e no seu programa:
a quantidade de vezes que os mesmos interlocutores se apresentam para falar agora da crise e depois da solução, de inovação e do défice, agora da porca e depois do parafuso já enjoa. não haverá mais ninguém neste país ou ela tem algum contrato de exclusividade com estes génios?
os mesmos empresários, os mesmos ex-ministros, os mesmos membros do governo, os mesmos professores, caramba. e já nem vale a pena referir os vícios de forma e de conteúdo em que ela sistematicamente se enreda e que culminam naqueles trejeitos e expressões de triunfo de quem descobre a pólvora quando remata - "acrescentar valor, não é?"

parvos é que não obrigado

Ontem o dono do grupo Lanidor (note-se que eu até simpatizo bastante com a marca) disse no programa da Fatima Campos Ferreira qualquer coisa deste estilo
" as pessoas querem comprar camisolas a 10€ e isso não é possível fabricar cá", justificando assim porque é que só 40% da produção da marca é feita em Portugal e fornecendo uma explicação para o facto de as pessoas optarem pela compra de camisolas baratas nas lojas de produtos chineses:
diz ele que as pessoas ganham mal e por isso não têm dinheiro para comprar uma coisa mais jeitosinha assim como as peças lanidor E que isto está tudo mal.

- mas ó senhor empresário a gente até se sujeita a pagar os 70€ pela camisola da sua marca DESDE que ela seja feita CÁ! O que não vale é ir fabricar lá fora, com os custos das outras de 10 e depois vir cá vender a 70. isso é que não senhor empresário. assim como assim vamos ali ao senhor dos olhos em bico. PERCEBEU?

irra!